domingo, 10 de julho de 2011

Lição 02 - EBD-CPAD - 3º. Tri 2011 - A NATUREZA DO REINO DE DEUS


Jardim do Éden

Resenha Bíblica
Mc 1,14,15; Mt 5.3-12; Rm 14.17
               Pr. João Barbosa da Silva

          Programa Missionário
 “Andando Por Onde Jesus Andou”.
 Às 5ª. e 6ª. Feiras de 12 às 13 h. do Brasil - Rádio Plenitude FM 105,3MHz
                             http://www.radioplenitude.com.br
APRESENTAÇÃO
O Reino de Deus é Espiritual.
Como afirmamos na Lição nº.1, não há distinção entre Reino de Deus e Reino dos Céus; assim nos mostram as passagens paralelas de Mt 3.2; Mc 1.14,15.
Por muitas vezes, no dia de sua carne, quando esteve entre nós, nosso Senhor declarou que o Reino dos Céus já estava presente, Onde quer que ele se encontrasse exercendo a sua autoridade, ali já se encontrava o Reino dos Céus (Mt 4.17).

Quando Ele curou um endemoniado cego e mudo, as pessoas diziam: “Este é o Filho de Davi” (Mt 12.22). Mas os fariseus diziam que ele expulsava demônios por Belzebu, príncipe dos demônios (Mt12.24)
Jesus mostra que era impossível  Satanás expulsar Satanás (Mt 12.26), e afirmou: Se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus – é chegado o Reino de Deus (Mt 12.28). Nisto consiste o Reino de Deus. Ali estava a autoridade de Deus e Deus estava governando.

DESENVOLVIMENTO
a Natureza do Reino de Deus: Um dia, os fariseus lhe interrogaram quando vinha o Reino de Deus. Jesus respondeu: O Reino de Deus não vem com aparência exterior; nem digam ei-lo aqui ou ei-lo ali, porque eis que o Reino de Deus está entre vós (Lc 12.21).

Era como se Jesus estivesse dizendo, acabem com esta visão materialista, porque o Reino de Deus está aqui.  Onde quer que o domínio de Cristo esteja manifestado, ali está também o Reino de Deus.

Mesmo nos lugares onde fossem rejeitados, os discípulos deveriam dizer: já é chegado o Reino de Deus (Lc 10.11).
Quando se identifica o Reino de Deus com a Igreja, deve-se observar que na Igreja há uma multidão mista.
Nessa condição o Reino de Deus só se acha nos corações daqueles que se submetem a Cristo. Como dizia Paulo falando desse Reino “ .... nos tirou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13).
Ora, o Reino do Filho do seu amor é o Reino de Deus, o Reino dos Céus. Nós estamos aqui, mas a nossa cidadania está nos Céus (Fp 3.20).
Aproximam-se os dias em que os Reinos deste mundo haverão de tornar-se de nosso Deus e do seu Cristo (Ap 11.15).

Para entrar no Reino de Deus é preciso nascer de novo: Um dia, Jesus disse a Nicodemos: “Quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3,5). Nascer de novo é uma experiência radical de vida (2 Co 5.17; Ef 4.23-32).
Uma das modalidades de vida mais elevada que a Bíblia nos oferece – a Regeneração, é uma profunda transformação do homem interior, efetuada pelo Espírito Santo de Deus.
Com este novo nascimento a vida eterna de Deus é outorgada ao homem (2ª.Pe 14.1; 1ª.Jo 5.11). Então, o novo homem se torna Filho de Deus (Jo 1.12).
Todo homem por natureza, é pecador (Rm 5.12), e incapaz de agradar a Deus (Rm 7.14); mas pela nova vida em Cristo seus pecados são perdoados (1ª.Jo 1.9). O homem passa a viver uma nova vida em Cristo (2ª.Co 5.17; Cl 3.10).
Essa nova vida em Cristo, isto é – a vida eterna, tem a ver com o homem completo, quando por fim, herdarmos o Reino de Deus (1 Co 15.50).
A vida interna inclui a transformação desse corpo mortal (1ª. Co.15.54), corpo mortal revestido de imortalidade. A era por vir, o Reino de Deus, pertence ao futuro; porém as bênçãos do Reino de Deus, encontram-se na era presente, para livrar os homens da escravidão de Satanás e do pecado. Temos essa experiência de vida por meio do novo nascimento (Jo 3.5,6).

A justiça do Reino: No sermão do Monte (Mt 5.20), nos é dito que se nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus ( Mt 5.20) . Esse versículo liga os aspectos futuro e presente do Reino. A qualificação para entrar no futuro Reino é a justiça presente. Justiça essa que deve exceder a dos Escribas e Mestres da Lei.
Justiça aqui, exigida para entrar no Futuro Reino dos Céus, é aquela que resulta do Reino de Deus em nossa vida. Hoje, o Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17).
O Reino do Céu é paz. O Salmo 85.10, diz: “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram”.
O Reino dos Céus – ou, o Reino de Deus, será de paz, e toda criação compartilhará do SHALOM de Deus, pois o Reino de Deus mudará toda a ordem política e social e substituirá todo Governo e Autoridade humanos (Is 2.1-4).
Esse Reino efetuará uma transformação em toda ordem física (Is 11.6-9). A criação será liberta da escravidão, da decadência, e da corrupção (Is 65.17; 66.22).

CONCLUSÃO
Costumamos dizer que Shalom significa paz; porém, segundo os judeus do Antigo Testamento, Shalom é um conceito que expressa totalidade e felicidade. Considerando que o autor de Shalom, é Deus,no conceito vétero testamentário, Shalom está associado com graça e verdade, justiça e paz (Sl 85.10).

Este é o mais perfeito conceito de paz que existe entre os filhos dos homens.
Shalom vai muito além de ausência de hostilidade. Shalom, é encontrar alegria e prazer em todo e qualquer relacionamento.
O relato do Genesis, da criação, é um quadro do Universo em Shalom. Onde tudo existe na relação adequada entre, um e outro; e em relação ao seu Criador.
O tema central da história do mundo na Bíblia, é que; toda criação é uma, vivendo em harmonia e segurança para a alegria e bem-estar de todas as criaturas (um cosmo em Paz) – Shalom.

sábado, 9 de julho de 2011

Lição 01- EBD-CPAD 3º. Tri 2011 - O PROJETO ORIGINAL DO REINO DE DEUS -

Resenha Bíblica
Mc 4.1-3, 10-12; Lc17.20,21
    Pr. João Barbosa da Silva
  
Programa Missionário
 “Andando Por Onde Jesus Andou”.
 Às 5ª. e 6ª. Feiras de 12 às 13 h. do Brasil - Rádio Plenitude FM 105,3MHz
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APRESENTAÇÃO
No Evangelho de Mateus o Reino é designado de modo geral como o Reino dos Céus, enquanto o Reino de Deus é mencionado poucas vezes. A maioria dos eruditos concorda que Mateus escreveu para os judeus que tinham reverência especial pelo nome DEUS; embora, em sua evidente falta de entender a verdadeira natureza do Reino, entenderiam facilmente o significado de Reino dos Céus (Mt 3.2; 12.28).

Já o evangelista Marcos e Lucas, ao escreverem para os gentios usaram a expressão “Reino de Deus”; portanto queremos dizer que não há diferença entre Reino de Deus e Reino dos Céus. Em Mt 3.2 João Batista pregou o  Reino dos Céus. Porém na passagem paralela em Mc 1.14, ele usa a expressão Reino de Deus.
Entendemos que o Batista não veio pregando dois reinos diferentes. Marcos e Lucas não usam as palavras Reino dos Céus, mas descrevem as mesmas realidades mediante a expressão Reino de Deus.

Quando Mateus usava a expressão Reino dos Céus os judeus entendiam que ele fazia alusão ao governo do Messias sobre o Trono de Davi.
Esse foi o reino que Deus prometeu a Davi (2 Sm 7.7-10). Este reino foi descrito pelos profetas (Zc 12.8) e confirmado a Jesus Cristo pelo anjo Gabriel (Lc 1.32,33). Mateus afirma que esse reino está próximo (Mt 3.2)

DESENVOLVIMENTO
No hebraico há cinco palavras que descrevem reino, (Melukah, Maleku, Malekuth, Mamlakah, Mamlakuth, no grego temos uma palavra – “Basiléia”. Essa palavra era usada no Antigo Testamento em sentido geral para especificar algum país ou países sujeitos a um monarca (Dt 3.4), ou então a fim de designar o poder e o reino de algum soberano. (1 Sm 18.8; 20.31). O reino sobre o qual Deus governa tem dois aspectos distintos: o eterno e o temporal, o universal e o local, o imediato e o mediato.

a) Aspecto atemporal – As Escrituras nos mostra que Deus é sempre soberano e governa como rei. O Senhor é rei eterno (Sl 10.16). Como rei, o Senhor presidirá para sempre (Sl 29.10b). Deus é verdade: Ele mesmo é o Deus vivo e o rei eterno (Jr 10;10). “Tu, senhor reinas eternamente, o teu trono subsiste de geração em geração” (Lm 5.19).
Deus é chamado rei porque tem uma soberania reconhecida e um reino no qual exerce essa soberania.

b) Aspecto universal – A abrangência ilimitada da soberania. “Teu, Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos Céus e na Terra; Teu Senhor é o reino e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glórias vêm de ti, tu dominas sobre tudo e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dá força a tudo. Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos e louvamos o nome da tua glória” (1 Cr.29.11-13); “.....O altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer” (Dn 4.17, 25, 32).
Em sentido bem amplo poderíamos definir esse reino, como composto, por aqueles que reconhecem, adoram, amam e obedecem a Deus como único Deus vivo e verdadeiro. Por isso, este reino pode ser concebido como existente no Céu ou no coração dos redimidos (1 Co 3.16,17; 6.19 e 20).

O significado básico da palavra neotestamentária traduzido por reino, Basiléia, é “reinado”, e não “reino” ou “povo”. No uso linguístico geral deve-se observar que a palavra Basiléia que geralmente traduzimos por domínio, reino, designa antes de tudo, a existência, o caráter e a posição do rei. Já que ela é relativa a um rei devermos falar sobre sua majestade e sua autoridade.

O REINO DE DEUS NOS EVANGELHOS – O Reino de Deus é o centro da mensagem no Novo Testamento. Ele foi anunciado por João Batista. (Mc 1.14)
Era a essência do ensino de Jesus (Mt 6.33). O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas, justiça e paz e alegria no Espírito Santo, assim diz Paulo (Rm 14.17).

Foi a mensagem evangelística dos primeiros pregadores na igreja primitiva (At 8.12, 14 22; 19.8). Um dia ele englobará tudo; quando os Reinos deste mundo se tornar o Reino de nosso Deus e do seu Cristo, que reinará para todo sempre (Ap 1.15; 1 Co 15.23-28). O Reino de Deus é o âmbito em que a vontade de Deus que salva, é conhecida e experimentada.

É onde a vontade de Deus se cumpre; alguns são atraídos por ele e outros estão à sua margem, e outros estão realmente nele (Mt 13.24-30, 36-40, 47-50). O Reino é ao mesmo tempo, presente (Mt 11.11,12; 12.28; 18.1-5; Lc 17.21). O Reino é também futuro (Mt 6.10; 26.29; Lc 19.11-27; 21.29-31).

EXIGÊNCIAS PARA ENTRAR NO REINO – Arrepender-se e crer no Evangelho; fazer a vontade de nosso Pai Celestial (Mt 7.21).
Nossa justiça precisa exceder a dos escribas e fariseus (Mt 5.20), A vida do reino é oposta aos valores do mundo (Mt.18,36). Devemos ter espírito de perdão (Mt 18.23-35). Ser humilde (Mt 18.4); Ser generoso (Mt 20.1-16); Ser discreto e não como a mãe dos filhos de Zebedeu  (Mt 20.20-28). Ser comprometido (Lc 9.57-62).

O PROJETO ORIGINAL DO REINO DE DEUS – É o plano que Deus estabeleceu na eternidade e que os profetas, e o apóstolo Paulo chamam de “eterno propósito de Deus” que foi estabelecido gradativamente desde o Éden quando Deus delegou ao homem, o poder de governar, sendo assim, a primeira teocracia manifesta (Gn 2.15-17; Sl 8.6-8;).
A nação hebreia é o Reino de Deus. Por essa razão, aquela nação tornou-se um Reino de Sacerdotes (Ex 19.6ª).

NO PRESENTE – o Reino de Deus pode ser visto nos corações e nas vidas de todos aqueles que se arrependem, creem e vivem o evangelho (Jo 3.3-5; Cl 1.13).

NO FUTURO – Durante o Reino Milenial predito pelos profetas do Antigo Testamento (Sl 89.36,37; Is 11.1-9; Dn 7.13,14). Jesus Cristo reinará literalmente na terra durante o milênio (Ap 20.4-6) E a igreja reinará com ele sobre as nações (Mt 25.34; Ap 5.10; 20.6; Dn 7.22). Este Reino Milenial de Cristo dará lugar ao Reino Eterno de Deus (Ap 21.1-4; 22.3-5).

domingo, 3 de julho de 2011

SETE MOMENTOS NA CRUZ - Estudo Bíblico

                       1º. Momento –Uma garantia de Perdão - Lc. 23.34a
                                     Pr. João Barbosa da Silva e Mssª. Laudicéa

APRESENTAÇÃO: As últimas palavras são sempre muito importantes. Mas com certeza não existem últimas palavras tão importantes quanto as que foram proferidas por Jesus na cruz.
É digno de nota como Jesus na cruz contrariou completamente o comportamento dos que foram condenados à morte junto a ele. Pois, é este um momento em que o homem pensa somente em si próprio.


  Mas, quando se aproximou a hora da sentença, Jesus, crucificado, pensou nos outros que  estavam ao seu lado.

DESENVOLVIMENTO
Nos sete brados da cruz, podemos observar como Cristo, crucificado, preocupou-se com os outros.
Um brado por perdão: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”  (Lc 23.34).
Jesus já tinha passado pela agonia do Getsêmani,
Jardim do Getsemane
onde colheu os espinhos da dor e sofrimentos do inferno; nunca um ser humano experimentou um sofrimento semelhante a esse que Jesus  sofreu no Getsêmani.
O cálice que ele por duas vezes pediu ao pai que se possível passasse dele, mas que, contudo fosse feita a sua vontade; o sentido deste cálice mencionado, não é fácil de ser compreendido, pois, nenhum ser humano sabe o que significa enfrentar a ira divina. O cálice do amargor de Deus estava para ser bebido pelo Redentor.
                              

Caminho do Gólgota
   Na última paragem, em sua longa caminhada
 desde a eternidade até o Gólgota – quando ele se lembrou da glória passada, conforme Jo 17.5 – “A glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” e Tt 1.2; 1Pe 1.9-11, 18-20.

Em seu ministério, Jesus sempre perdoava os pecados dos que precisavam de perdão (Mc 2.1-12). Na cruz Jesus se recusou exercer essa prerrogativa divina; pediu ao Pai que fizesse o que ele havia feito em seu ministério – perdoar pecados, uma vez sacrificado como Cordeiro de Deus, ele sem dúvida era Deus, mas, recusou-se assumir papel de divindade. Jesus era verdadeiramente Deus, mas escolheu suspender seus direitos divinos; tal foi a sua identificação conosco.


Meu Pai, se é possível, deixa que este calice passe de mim...
 Neste brado, Jesus chama Deus de Pai (Lc 23.34). Tornando a chamar Deus de Pai, outra vez, no último suspiro “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46). Mas quando estava em grande agonia bradou:  “....Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mc 15.34b). Esse foi o seu momento mais sombrio, e teve repercussão até na natureza; a luz do sol foi interrompida. Naquele momento, Jesus sentiu todo o castigo dos nossos pecados (Is 53.5b), e o Pai retirou dele a sua abençoada presença.

Ele podia chamar Deus de Pai enquanto era tratado injustamente; mas quando o castigo dos nossos pecados caiu sobre ele, Jesus bradou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Lc 23.46).

Será que os líderes que condenaram a Jesus ignoravam o crime que estavam cometendo? Certamente, não.! Judas sabia que havia traído o amigo;

  Pilatos sabia que havia condenado um homem inocente;
O Sinédrio sabia que havia subornado testemunhas falsas para sustentar as acusações. Nenhum deles ignorava os crimes dos quais eram culpados, mas ignoravam a monstruosidade de seus crimes, por alguma razão. Não sabiam no entanto, que estavam crucificando o Filho de Deus, assim Paulo concordou (1 Co 2.8).

O crime daqueles homens que crucificaram a Jesus era muito maior do que podiam imaginar, devido ao valor infinito daquele a quem condenaram. Estavam conscientes do que haviam feito, mas não de tudo que haviam feito.


Altar do Sacrifício
 CONTEXTUALIZAÇÃO
Pecado deliberado é pecado por ignorância.
 No Antigo Testamento o pecado era punido com a morte (Nm 15.30). Já o pecado por ignorância, isto é, sem intenção, era necessário que o transgressor levasse ao Senhor, um carneiro do rebanho para ser oferecido pela culpa (Lv 5.15). A postura do coração e o nível de conhecimento são levados em conta por Deus. Mesmo os pecados por ignorância, precisam do perdão de Deus (Hb 2.2-4).


CONCLUSÃO
A resposta da oração de Jesus: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”, foi respondida por Deus.
      Jesus orou para que sua morte fosse eficaz para quem devia ser.
Alguns soldados presentes ao pé da cruz foram perdoados.
O centurião, que provavelmente era o responsável pelo suplício da cruz, ficou profundamente perturbado com a escuridão, o terremoto e a ruptura do véu do templo; posicionando-se contra a opinião popular, exclamou: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus” (Mt 27.54).

Muitos que pediram que ele fosse crucificado,
 viram o seu sangue sendo derramado, e diziam: “o seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos”; foram perdoados (Mt 27.25).

O apóstolo Pedro acreditava que as pessoas que crucificaram a Jesus, ignoravam a total extensão da própria culpa. Assim falou Pedro: “Vocês mataram o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos. Vocês irmãos, agiram por ignorância, bem como os vossos líderes” (At 3.15-17).

E depois desse sermão quase cinco mil homens aceitaram a mensagem da cruz (At 4); e ainda grande número de Sacerdotes confessavam a Jesus como Senhor (At 6.7); tudo isto em resposta às orações de Jesus.


Obs: Aguardem o 2º Momento – “Uma garantia de descanso”.

TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO - Estudo Bíblico sobre Missões

Pr. João Barbosa da Silva e Mssª. Laudicéa Barboza

1. INTRODUÇÃO

Na sua terceira viagem Paulo parte de Antioquia.
Após permanecer alguns meses em Antioquia da Síria, Paulo levantou os olhos para os campos brancos para a ceifa.

Estava chegando o outono do ano 53 d. C. quando ele partiu por terra, com um destino bem definido – Éfeso, uma das principais cidades da Ásia Menor.
Não se sabe quem foi seu companheiro nesta viagem.

Barnabé e João Marcos formaram uma segunda equipe missionária e foram para Chipre (At 15.39). Lucas, desde a metade da segunda viagem ficou para cuidar do trabalho em Anfípolis e Filipos. Silas e Timóteo ficaram cuidando das igrejas na Macedônia e Acaia.

Seguindo para o Norte, acredita-se que Paulo tenha passado por Alexandria da Síria, atual Iskenderun.

Depois, curvando para o Oeste, seguindo pela estrada de Mopsuestia, Adana e Tarso, sempre confirmando as Igrejas (At 18.23).

PAULO CHEGA NA REGIÃO DA FRÍGIA E DA GALÁCIA

Primeiramente passou em Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia.
Nesta caminhada para o Oeste, o apóstolo atravessou a região Frígio-Gálata que ele tinha uns três anos antes atravessado com Silas e Timóteo (At 18.23).

Deixou a estrada principal que seguia pelos Vales do Lico e do Meandro, seguiu por uma estrada mais ao Norte, chegou a Éfeso pelo lado Norte do Monte Messogis, atual Aydindaglari.

O apóstolo Paulo chegou na cidade de Éfeso no fim do verão do ano 53 d.C. onde ficou por quase três anos conduzindo a evangelização da própria cidade e da província da Ásia. Sendo ajudado neste trabalho por vários companheiros, em sua maioria, filhos na fé.

FRUTOS DAS VIAGENS MISSIONÁRIAS DE PAULO

Quando Paulo chega a Éfeso e estabelece  sua base missionária ali, os frutos da  primeira e segunda viagens já surgiam com todo vigor.
 Deus tinha levantado grandes homens, frutos do trabalho evangelístico por onde ele  passou.

Alguns eram responsáveis pelas igrejas em suas cidades entre os quais, Epafras, que evangelizou as cidades Frígia do vale do Lico, Colossos, Laodicéa e Hierápolis, em um trabalho eficiente que Lucas diz que todos os habitantes da Ásia ouviram o evangelho (At 19.10).

Na Beréia, tinha Sóprato, filho de Pirro.

Em Tessalônica tinha Aristarco e Secundo.

De Derbe, última cidade da primeira viagem missionária com o companheiro Barnabé, tinha Gaio de Derbe, como era conhecido aquele obreiro.

Tíquico e Trófimo da província da Ásia, sendo o último, um cristão gentil de Éfeso.

E o que dizer de Timóteo originário de Listra, companheiro de lutas e de sofrimento, homem fiel à  toda prova?

CONCLUSÃO

O ministério de Paulo em Éfeso foi impressionante.
A pregação do Evangelho por quase três anos provocou uma grande agitação na cidade.

Uma Igreja forte ficou organizada. Durante a sua existência, homens como Paulo, Apolo, Timóteo e o apóstolo João foram seus líderes.

A mensagem do evangelho abalou de tal maneira aquela cidade que a estrutura dos adoradores e dos negociantes, nos negócios ligados à deusa Diana, foram afetados (At 19.23-28).

SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO - Estudo Bíblico sobre Missões

Pr. João Barbosa da Silva e Mssª Laudicéa Barboza

INTRODUÇÃO

Prosseguindo o estudo das viagens missionárias de Paulo, apresentaremos uma visão panorâmica dos resultados alcançados na primeira e segunda viagens e como o evangelho chegou na cidade de Éfeso, onde Paulo estabeleceu sua base missionária para evangelização da região da província da Ásia menor, da Frígia, Psídia, Panfília, Bitínia, Capadócia, Galácia, Macedônia e Acaia e como se propagou em pouco tempo chegando na Trácia, no Ponto, Ilíria, Itália, Ilha de Chipre, Ilha de Creta e até mesmo na Espanha.

O apóstolo Paulo chegou à Macedônia, nesta sua segunda viagem, acompanhado de Silas que tinha seguido com ele desde Jerusalém (At 15.40), o jovem Timóteo, que se juntara à comitiva em Listra (At 16.1-3), e Lucas o médico amado que se uniu á comitiva missionária em Trôade (At 16.10,11).

Depois de ser impedido pelo Espírito Santo de pregar o evangelho na província da Ásia que ficava localizada no Oeste da Ásia Menor e incluía a cidade de Éfeso onde Paulo pretendia estabelecer uma base missionária, mas ainda não tinha chegado o tempo de Deus.

Então, o apóstolo pensava seguir viagem para a Bitínia  mas o Espírito de Deus o impede (At 16.6,7).

2. DESENVOLVIMENTO

PAULO CHEGA A REGIÃO FRÍGIO-GÁLATA
Não podendo pregar o evangelho na Àsia e na província da Bitínia que ficava próxima ao Mar Negro, a  comitiva missionária partindo de Listra, seguiu para Noroeste.

Circundando o território da Ásia Menor, passaram próximo ao território da Bitínia e se voltaram para Oeste. Contornaram a Mísia e chegaram à Trôade, na Costa do Mar Egeu, cidade próxima da antiga e lendária Tróia.

Em Trôade, através de uma visão á noite, um homem macedônio rogou a Paulo que para que fosse à sua terra, Macedônia, para o ajudar. Paulo e Silas entenderam que Deus os chamava para pregar o evangelho na Macedônia (At 16.9,10).

LUCAS O MÉDICO AMADO JUNTA-SE Á COMITIVA
Acompanhados por Lucas, natural da região, chegaram á Macedônia.
Paulo seguiu pela via Ignácia de Filipos até Tessalônica.
E poderia ter continuado por ela em direção Oeste, pois era para Macedônia que ele fora chamado para pregar o evangelho e a Via ignácia atravessava a Macedônia até o Mar Adriático e terminava no Porto de Dirrácio.

Saindo de Tessalônica, Paulo deixou a estrada principal e se dirigiu á Beréia que ficava ao Sul.
A cidade de Beréia era chamada por Cícero de “oppidum devium” que significa “fora do caminho”. Embora as circunstâncias obrigassem a Paulo seguir para Beréia, pois ele foi levado pelos seus amigos. A intenção dele era seguir pela Via Ignácia de Leste ao Oeste, até Dirrácio, atravessar o Mar Adriático e chegar na Itália e assim à Roma.
Sete anos depois quando escreveu sua carta aos romanos, ele mencionou o seu desejo de chegar até Roma, mas fora impedido (Rm 1. 13; 15.22).

PAULO EM BERÉIA
Na Beréia os judeus ouviram-no de modo cortês e sem preconceitos, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram de fato como Paulo falava em relação às profecias do Antigo Testamento.

Entretanto aqueles que haviam criado dificuldades para Paulo em Tessalônica, vieram e suscitaram semelhante agitação ali. Era aconselhável que Paulo saísse da Macedônia até que até que a agitação na província se acalmasse.

Por isso, os irmãos da Beréia o levaram até à Costa, o embarcaram em um navio e o acompanharam até Atenas, que ficava na Província da Acaia. Passaram pela Tessália entre Beréia e Atenas porque os irmãos entenderam que a Tessália não oferecia segurança para Paulo (At 17.13-15).

O EVANGELHO NA ACAIA
Ao chegar em Atenas, Paulo havia deixado para trás três congregações: Filipos, Tessalônica e Beréia.
A ida de Paulo à Macedônia não fora em vão. Paulo tinha certeza que se os cristãos da Macedônia assumissem um compromisso sério com o evangelismo, a obra de Deus poderia prosperar naquela região, o que se confirmou mais tarde. “Por vós soou a Palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou” (1 Ts 1.8).

PAULO EM ATENAS
Após sua chegada em Atenas ainda sentindo as marcas da perseguição que havia enfrentado em Listra, Icônio, Antioquia da Pisídia, Filipos, Tessalônica e Beréia, pela primeira vez Paulo não sofria perseguição ou violência física.

Mas a frieza espiritual dos atenienses e sua indiferença para com a Palavra de Deus, era mais difícil para Paulo que as dificuldades enfrentadas nas cidades acima mencionadas.

Atenas era uma das principais cidades da Grécia, considerada líder nas Artes e na Filosofia. Nela havia os filósofos epicureus que criam que a felicidade e o prazer eram o sumo bem da vida.
Em sua análise, Paulo percebeu que os atenienses eram extremamente idólatras (At 17.16).
Lucas, conta que Paulo via os templos, os altares e as imagens de Atenas, com os olhos de quem foi criado dentro do monoteísmo judaico e do princípio de não fazer imagens, segundo o decálogo.
O que os levou a escrever: “As coisas que os gentios sacrificam, aos demônios as sacrificam, e não a Deus” (1 Co 19.20).

E acrescenta: “Outros mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível ou qualquer outra coisa....” Rm 1.23-25).

Atenas fora para Paulo bem menos encorajadora do que as cidades da Macedônia. Provavelmente, não estava no seu programa quando atravessou o Mar Egeu até à Macedônia, virar para o Sul para a província da Acaia.

Mas ele foi correndo de uma cidade da Macedônia para outra, como se não houvesse lugar para ele naquela província.

Apesar da certeza anterior de que Deus o chamara para pregar o evangelho na Macedônia, sua pregação deixou muitos frutos.

Em Filipos, tinha Lídia e Lucas. Em Tessalônica, Jasom, Aristarco e Secundo. Na Beréia, tinha Sóprato, filho de Pirro.

O EVANGELHO EM CORINTO

 Desde o ano 27 a.C. a cidade de Corinto tinha se tornado a capital da província romana da Acaia e ficava 80 km a Sudoeste de Atenas.

Corinto estava localizada na Costa Ocidental de um ínstmo estreito que ligava a Grécia Setentrional à Meridional. Esta estreita faixa de terra estava na rota marítima entre a Ásia Menor e a Itália.

Corinto oferecia muitas vantagens comerciais e estava situada entre os portos de Cencréia e Lechauem. Paulo chega a Corinto cansado e com o espírito quebrantado, provavelmente pelas experiências  nas cidades anteriores: Listra, Derbe, Icônio, Filipos, Tessalônica, Beréia e Atenas.

Enquanto Atenas era a capital da cultura, Corinto era a capital da depravação e uma das cidades mais devassas da época.

Tinha um porto de forte comércio com muitos marinheiros de diferentes regiões e muitas atrações ao prazer e à licenciosidade.

Ali estava o templo de Afrodite, com mais de mil prostitutas cultuais, que à noite saíam dos templos, infiltrando-se na cidade com suas práticas abomináveis.

A cidade era tão devassa, que o termo “korintianizomai” que significa agir como um Corinto, tinha adquirido o sentido de “cometer fornicação”.

Apesar da condição moral, foi nesta difícil cidade que o apóstolo Paulo organizou uma das maiores igrejas do mundo gentílico.

Paulo chegou na cidade de Corinto por volta  dos anos 50 d.C.
Corinto tinha mais de duzentos e cinquenta mil habitantes livres e quatrocentos mil escravos, segundo relato da Bíblia de King James, na introdução da Carta 1º. Coríntios.

CORINTO SE RENDE À PALAVRA DE DEUS
Quando Paulo chegou em Corinto, Deus já havia providenciado todas as condições necessárias para a evangelização daquela cidade.

A sua chegada em Corinto coincidiu com a saída dos judeus de Roma por um decreto do Imperador Cláudio, expulsando a Colônia Judaica daquela cidade.

Paulo encontrou um casal de judeus expulsos de Roma: Áquila e Priscila, sua esposa. Ele era natural de Ponto, uma província no extremo Norte da Galácia e da Capadócia às margens do Mar Negro, atual Turquia Oriental.

E Priscila era natural de Roma. Tinham uma fábrica de tendas, onde Paulo arrumou emprego para ganhar o seu sustento (At 18.1-2).

Por esse tempo, Silas e Timóteo chegaram da Macedônia (At 18.5) e Deus teve um encontro com Paulo, onde o Senhor lhe fala em visão: “Não temas, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (At 18.9-11).
Paulo permaneceu em Corinto, um ano e seis meses.

O EVANGELHO PENETRA NA ALTA SOCIEDADE DE CORINTO
Neste período de tempo, pessoas influentes daquela cidade começaram a aceitar Cristo como Salvador.
A primeira igreja coríntia foi na casa de Tito, o Justo, um dos homens mais nobres daquela cidade, um gentio que aceitou a fé cristã na sinagoga.

Era cidadão romano e pertencia a uma família nobre próxima do Imperador. Acredita-se que ele era Gaio, que Paulo chama de meu hospedeiro (Rm 16.23; At 18.7).

Depois, Jesus salvou Crispo, um dos principais da sinagoga a quem Paulo batizou, com toda sua casa (At 18.8).

Em toda sua vida, Paulo não teve amigos ou ajudantes mais leaIs do que Áquila e Priscila. Mais tarde, quando escreveu sua carta aos romanos diz: “Saudai a Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus. Os quais pela minha vida expuseram suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço mas também todas as igrejas dos gentios” (Rm 16.4,5).

PAULO SEGUE PARA ÉFESO
Na primavera do ano 52 a.C. Paulo deixa Corinto e com seus amigos Priscila e Áquila, atravessa o mar Egeu e chega à Éfeso (At 18.1-9).

Como de costume, inicialmente visitou a sinagoga e os judeus ficaram tão impressionados com o que Paulo tinha a dizer que pediram para ouvir mais.

Porém Paulo desculpou-se por causa de um compromisso em Jerusalém. Acredita-se que ele devia estar em Jerusalém por ocasião da Festa da Páscoa ou Pentecostes (At 18.21).

Havia se passado mais de dois anos que Paulo tinha partido de Jerusalém junto com Silas.
Assim, embarcou no Porto de Éfeso e viajou aproximadamente mil e trezentos quilômetros até Cesaréia na Palestina, deixando em Éfeso, Priscila e Áquila para continuar a obra que tinha começado.

De Cesaréia ele seguiu um pouco mais de cem quilômetros até Jerusalém. Visitou a igreja mãe e depois seguiu para o Norte até a Antioquia da Síria, sua Igreja de origem, refazendo os contatos com os irmãos e amigos.